O saldo devedor e o extrato
O k1 não cobra boleto a boleto: ele cobra o saldo da pessoa. Cada devedor tem uma conta de movimentação com a sua empresa, onde as cobranças entram como débito, os pagamentos entram como crédito, e o saldo é a soma. Entender essa conta é entender por que o número que o agente negocia é o número certo.
Por que saldo, e não cobrança a cobrança
Uma pessoa com três boletos atrasados não tem três problemas: tem um. Quando ela liga para negociar, quer saber quanto deve no total e o que fazer para resolver. Cobrar cada boleto em separado obriga a pessoa a somar sozinha, e obriga a sua equipe a fechar três acordos onde caberia um.
Por isso o agente negocia o saldo. As cobranças continuam existindo, cada uma com o seu vencimento e a sua história, mas a conversa acontece sobre o total.
Como o saldo se forma
- Cobrança. Entra como débito pelo valor em aberto que você informou.
- Multa. Entra uma única vez, no dia seguinte ao vencimento, calculada sobre o valor original.
- Juros. Correm por dia sobre o saldo em aberto daquela cobrança, e só depois do vencimento.
- Pagamento. Entra como crédito e abate o saldo na hora.
- Desconto. Quando uma quitação perdoa encargos que correram entre a emissão do link e a compensação, o abatimento vira uma linha própria.
- Estorno. Cobrança cancelada não some: ela é anulada por um lançamento contrário.
- Baixa manual. O crédito que você registra quando recebeu por fora.
- Lançamento avulso. O ajuste manual da sua equipe, nas duas direções: um débito combinado fora da esteira, ou um crédito concedido numa negociação. Sempre com descrição e autoria.
O extrato não se apaga
Nada nessa conta é editado nem removido. Se algo precisa ser corrigido, a correção entra como um lançamento novo em sentido contrário, e as duas linhas ficam visíveis. É o mesmo princípio de um extrato bancário, e existe pela mesma razão: um documento que pode ser reescrito não serve para resolver divergência.
Na prática isso significa que você sempre consegue reconstruir como o saldo chegou onde chegou, mesmo meses depois, e que o devedor lê exatamente a mesma história que você.
Quando o pagamento é menor que a dívida
Se a pessoa deve três cobranças e paga um valor que não cobre tudo, o k1 rateia o pagamento entre as cobranças abertas, proporcionalmente ao que falta em cada uma. Não é escolha estética: os juros do dia seguinte incidem sobre o que restou de cada cobrança, então dinheiro que não foi atribuído continuaria rendendo juros para a sua empresa sobre um valor que já foi recebido.
Proporcional, e não dividido em partes iguais: com residuais diferentes, dividir igual quitaria a cobrança pequena e deixaria a grande andando quase sozinha. Quando os residuais são iguais, os dois critérios dão o mesmo resultado.
Quando o pagamento é maior que a dívida
Pagar a mais não é erro de digitação a ser recusado. O que exceder o saldo vira haver do devedor: um crédito a favor dele, registrado no extrato, que abate a próxima cobrança que aparecer. Numa carteira com assinatura isso é comum, e é o comportamento esperado.
A fatia a vencer
O saldo tem um bolso separado para o que ainda não venceu. Uma cobrança lançada com vencimento à frente já entra no extrato e já pode ser paga, mas ela não é dívida vencida: aparece como A vencer, não corre juros nem multa, e a régua de cobrança não a alcança. Na virada do vencimento, esse valor migra para o saldo vencido e a cobrança passa a ser tratada como qualquer outra.
O extrato, na tela e em PDF
Na ficha do devedor, o extrato lista cada lançamento com data, descrição e valor, e o total fecha ao centavo com o saldo. O botão Baixar extrato gera o PDF na hora, no computador e no celular.
É o mesmo documento que o agente envia na conversa quando o devedor pede para entender a conta. Vocês dois leem o mesmo papel, e é isso que encerra a discussão sobre o valor em vez de prolongá-la.
A pergunta que sempre aparece
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